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Conheça o Projeto Central de Biotecnologia da Produção de Bubalinos, apoiado pela Fapespa, na Ilha do Marajó

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No início do mês de dezembro (01/12/21) ocorreu o nascimento da primeira bezerra búfala, a qual foi gerada a partir da técnica de produção in vitro de embriões (PIVE) na Ilha do Marajó.

O Projeto Central de Biotecnologia da Produção de Bubalinos na Ilha do Marajó, que tem como objetivo promover o melhoramento genético do rebanho bubalino da ilha, é desenvolvido nos municípios que fazem parte da ilha, localizados na mesorregião do Marajó, onde foi desenvolvida a inseminação artificial.  A Fapespa, junto ao governo do estado, através desses projetos de pesquisa científica, visa proporcionar a resolução de problemáticas relevantes para a sociedade e irá concluir para o fortalecimento dos veículos familiares intergeracionais e contribuir para a sustentabilidade das políticas públicas e dos programas implementados nos municípios. Desse modo, os resultados da pesquisa e a formação de recursos humanos (mestres e doutores), bem como a formação de mão de obra local através da elaboração de cursos, melhoramento genético do rebanho e aumento da produção de carne e leite, e difusão dos embriões coletados em pequenas, médias e grandes propriedades.

Cabe citar que o projeto de produção in vitro de embriões em búfalas na Ilha do Marajó iniciou-se em 2019 com a implantação de um pequeno Laboratório de Produção in vitro na EETEPA de Salvaterra, o qual tinha como objetivo desenvolver pesquisas sobre essa tecnologia em búfalos. Isso só foi possível através de uma parceria entre alguns produtores de búfalos que acreditaram no projeto. Porém, nem todos os produtores possuem genética adequada no seu rebanho para adquirir esse tipo de tecnologia.

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Em depoimento, o professor e pesquisador Sebastião Rolim disse: “começamos a implantar nessas fazendas técnicas de manejo sanitário, nutricional e reprodutivo, além de implantar a técnica de inseminação artificial em diversas propriedades.

Assim conseguimos levar genética e tecnologia a diversas fazendas de pequenos e médios produtores de búfalos. Além disso, foram selecionadas vacas de alta produção leiteira e excelente genética para serem doadoras de embrião, bem como touros de excelente genética para serem fornecedores de sêmen. A partir dessas seleções, iniciamos os trabalhos de aspiração para coleta dos óvulos das fêmeas e posterior fecundação no laboratório com o sêmen dos melhores touros. Assim, após 6 dias, os embriões foram produzidos e, posteriormente, foram transferidos para vacas receptoras ou barriga de aluguel. Essa técnica possibilita reproduzir de forma mais rápida e eficiente búfalas de alta produção, fazendo com que uma búfala possa gerar até 24 crias por ano, difundindo o material genético desse animal de forma mais rápida. No início do ano, após a transferência dos embriões, tivemos a satisfação de fazer o diagnóstico da primeira búfala prenha pela técnica de produção in vitro, que pariu seu bezerro no dia 01/12/2021 na Fazenda Paraíso, em Cachoeira do Arari. Um marco na bubalino cultura nacional, regional e da Ilha do Marajó. Atualmente o projeto está em fase de ampliação, com a Criação do Centro do Biotecnologia da Reprodução de Búfalos no Marajó, que conta com o apoio do Governo do Estado do Pará, através da Fapespa. Além disso, temos o apoio de 10 produtores de búfalos, da EETEPA, da prefeitura de Salvaterra e Soure”.

Diante disso, observa-se que o desenvolvimento desse trabalho é fruto de muita dedicação, estudo e apoio de muitos profissionais. Ressalta-se o fomento disponibilizado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas – Fapespa, em conjunto com o Governo do Estado, para o melhor desenvolvimento da pesquisa.

 

Texto: Vitória Araújo

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