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Fapespa integra novo módulo que evidencia papel das fundações estaduais no financiamento da ciência brasileira

by Manuela Oliveira for Notícia
Fapespa integra novo módulo que evidencia papel das fundações estaduais no financiamento da ciência brasileira

Iniciativa do SoU_Ciência e do Confap sistematiza dados de 27 fundações e apresenta, em um único ambiente, uma radiografia sobre o investimento estadual em pesquisa e inovação

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa) e outras 26 Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) do Brasil terão sua missão evidenciada por um novo instrumento que visa compreender como a pesquisa científica é financiada no país. Trata-se do Módulo FAPs, ferramenta desenvolvida pelo Centro de Estudos Sociedade, Universidade e Ciência (SoU_Ciência) em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

A iniciativa sistematiza dados de 27 fundações e apresenta, em um único ambiente de acesso público, uma radiografia sobre o investimento estadual em pesquisa e inovação. 

Segundo a professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenadora do SoU_Ciência, Soraya Smaili, o objetivo do instrumento é ampliar a transparência, fortalecer o controle social e oferecer subsídios técnicos para a formulação de políticas públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Soraya também observa que o novo módulo demonstra que as fundações estaduais têm sustentado boa parte do sistema científico nacional em meio às oscilações e contingenciamentos federais. “Enquanto os orçamentos das agências federais CNPq e Capes encolheram, as FAPs mantiveram a base da pesquisa em funcionamento, com investimentos crescentes e descentralizados”, afirma. 

O módulo também passa a integrar o Painel de Financiamento da Ciência, Tecnologia e Inovação, onde reúne, pela primeira vez, informações sobre a aplicação de recursos públicos em ciência nos Estados, o que permite comparar indicadores como investimento per capita, esforço fiscal, orçamento por pesquisador e número de pesquisadores por 100 mil habitantes. 

“Essa parceria é fundamental para evidenciar todos os esforços das fundações estatais de amparo à pesquisa no fortalecimento do ecossistema de CT&I no país. No Pará a Fapespa é responsável diretamente pelo crescimento da pós-graduação, principalmente no interior do Estado e fez parte do crescimento fantástico da Ufopa nos rankings nacionais da universidades brasileiras, avalia o presidente da Fapespa, Marcel Botelho.

Os dados consolidados pelo SoU_Ciência mostram que, em 2024, o conjunto das FAPs respondeu por 37,5% do total do investimento público em ciência no país, índice que supera individualmente o orçamento das principais agências federais: Capes (27%), Finep (18%) e CNPq (17%). Quase 90% dos orçamentos das FAPs foram destinados a atividades estruturantes: 46,7% em apoio direto a projetos de pesquisa e 41,9% em bolsas de formação. Outros 8,5% financiaram subvenções econômicas e 2,8% ações de divulgação científica.

Panorama inédito – Entre as inovações do módulo está o indicador ‘Investimento do Estado na FAP’, o Esforço Fiscal, que mede a proporção da receita resultante de impostos destinada à fundação de cada unidade da federação. O índice possibilita avaliar o comprometimento financeiro dos governos estaduais com o fomento à ciência e tecnologia. 

Os dados revelam grande heterogeneidade entre as unidades da federação. Rio de Janeiro (0,83%), São Paulo (0,78%), Amazonas (0,71%) e Alagoas (0,70%) figuram entre os que mais destinam recursos proporcionais à sua arrecadação tributária. Na outra ponta, Goiás, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe aplicam menos de 0,2% de suas receitas em pesquisa. 

De acordo com Soraya Smaili, o novo indicador é uma ferramenta de diagnóstico e de responsabilização pública. “O Esforço Fiscal mostra quem realmente prioriza a ciência. É mais do que uma métrica: é um chamado à responsabilidade pública, porque evidencia o compromisso de cada Estado com a produção de conhecimento e inovação”, explica. 

O levantamento também revela acentuadas desigualdades regionais. Estados como São Paulo, Distrito Federal e Espírito Santo lideram o investimento per capita, enquanto Norte e Nordeste apresentam aportes mais modestos. Mesmo assim, experiências bem-sucedidas no Amazonas, Alagoas e Ceará mostram que políticas locais consistentes podem gerar resultados próximos aos de regiões mais ricas. 

A coordenadora do SoU_Ciência destaca que “a transparência dos dados e o diálogo entre as instituições são essenciais para que a sociedade compreenda a importância do investimento em pesquisa. Ciência não é gasto, é desenvolvimento, inovação e soberania”, resume. 

O Módulo FAPs do Painel de Financiamento da Ciência, Tecnologia e Inovação está disponível em www.souciencia.unifesp.br.

*Com informações da Ascom/Confap

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