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Fapespa destaca projeto que valoriza o trabalho de mulheres na bioeconomia amazônica

by Manuela Oliveira for Notícia
Fapespa destaca projeto que valoriza o trabalho de mulheres na bioeconomia amazônica

A iniciativa é um dos projetos aprovados pela chamada “Fortalecimento de Grupos de Pesquisa Liderados por Mulheres no Pará”

O “Selo Amazônia Mulher: Equidade na Bioeconomia Regional, Destaque COP30” é uma iniciativa que busca reconhecer mulheres empreendedoras que promovem práticas sustentáveis na região, incentivar o desenvolvimento local e a preservação ambiental, além de criar oportunidades de mercado e visibilidade nacional e internacional.

O estudo originou se a partir do projeto “A Mulher no Estado do Pará e o Desenvolvimento de Estudos Voltados a Ciências, Engenharia e Inovação Tecnológica” e representa um dos projetos aprovados na chamada pública “Fortalecimento de Grupos de Pesquisa Liderados por Mulheres no Pará”, da Fapespa em parceria com a Secretaria de Mulheres (Semu).

O objetivo do edital é fomentar a participação de mulheres em projetos de pesquisa científica e impulsionar iniciativas que contribuam para a solução de problemas encontrados na Amazônia. O grupo de pesquisa é coordenado pela doutora em biodiversidade e biotecnologia, mestre em ciências ambientais da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Thais Braga.

A docente explica que “O tema foi escolhido a partir da necessidade de ampliar o reconhecimento e a participação das mulheres na bioeconomia amazônica, um setor estratégico para o desenvolvimento sustentável da região. O projeto surgiu como um desdobramento de iniciativas anteriores voltadas ao estudo da presença feminina em setores produtivos sustentáveis e está alinhado com políticas públicas como o Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio). Além disso, a realização da COP 30 na Amazônia reforçou a importância de destacar essas mulheres em um cenário global”.

O Selo Amazônia Mulher tem um papel essencial na valorização do trabalho das mulheres que atuam na bioeconomia, promovendo inclusão, equidade de gênero e sustentabilidade. A certificação permite dar maior visibilidade aos produtos e serviços dessas mulheres, facilitando seu acesso ao mercado, a investimentos e ao reconhecimento institucional. Além disso, a iniciativa fortalece redes de colaboração, fomenta a participação feminina na economia e contribui para a conservação dos recursos naturais da Amazônia.

A pesquisa é estruturada a partir da avaliação da contribuição do selo para os objetivos do PlanBio e da construção de um banco de dados de mulheres especialistas na área. Dessa forma, o estudo busca sensibilizar a sociedade sobre a importância do empoderamento feminino, estabelecer critérios transparentes para o selo e ampliar o seu alcance, através de campanhas de comunicação e parcerias estratégicas.

“O projeto incentiva o protagonismo feminino na pesquisa científica ao integrar mulheres acadêmicas e empreendedoras em um mesmo ecossistema de inovação e sustentabilidade. A criação do banco de dados de mulheres especialistas permite maior visibilidade para pesquisadoras e profissionais que atuam na bioeconomia, enquanto a certificação e os eventos possibilitam que suas descobertas e práticas sustentáveis sejam amplamente reconhecidas. Além disso, a participação dessas mulheres na COP 30 reforça seu papel como agentes de mudança no cenário internacional, promovendo maior representatividade feminina em debates estratégicos sobre desenvolvimento sustentável”, afirma Thais Braga.

Para o diretor-presidente da Fapespa, Marcel Botelho, reconhecer o trabalho desenvolvido pelas pesquisadoras e promover o protagonismo das mulheres na ciência é essencial para o fomento da bioeconomia paraense. “É preciso valorizar o trabalho feito pelas mulheres pesquisadoras do estado do Pará e o seu protagonismo, mostrando que a equidade de gênero precisa estar em todos os campos e a pesquisa não podia ficar fora disso. A Fapespa se sente muito honrada em ter a oportunidade de lançar esse edital que vai trazer muita qualidade para o plano de bioeconomia a partir desses grupos de pesquisa liderados por mulheres”, ressalta o presidente.

Texto: Alice Mendonça, com supervisão de Manuela Oliveira

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