Enviado por rodolpho.chermont em ter, 17/05/2022 - 16:30

Iniciativa inédita  quer identificar necessidades e potencializar oportunidades para melhoria da qualidade de vida

PDTEA

Na última segunda-feira, 16, em Soure (Marajó), foi lançado o Programa de Desenvolvimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (PDTEA), que visa melhorar as informações sobre a população com TEA no Marajó para fortalecer as políticas de direitos sociais voltadas a esse público. A iniciativa é apoiada pela instituição de fomento à ciência e inovação, Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), com execução técnica pela Fundação de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Sustentável Guamá – Fundação Guamá.  O evento teve a participação do governador do Pará, Hélder Barbalho, do presidente da Fapespa, Marcel Botelho, da Coordenadora de Políticas para o Autismo, Nayara Barbalho e da coordenadora do projeto, Janae Gonçalves.

“O Programa de Desenvolvimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (PD-TEA) é uma iniciativa que busca oferecer às famílias dos municípios do Marajó, e aos profissionais das várias áreas, os subsídios e conhecimentos necessários para uma efetiva política de direitos sociais, seja à área da educação, como insumos para a melhoria dos índices de progressão social (IPS) ou diversas outras áreas.”, pontua a coordenadora do projeto, Janae Gonçalves.

Para a Coord. de Políticas para o Autismo, Nayara Barbalho: "Essa é a primeira etapa de um importante projeto em parceria da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública) com a Fapespa que vai mapear a questão do autismo nos 17 municípios do Marajó. Vamos criar uma base de dados na intersetorialidade entre saúde e educação. Esse é um projeto de pesquisa científica inédito no Brasil".

 

O Projeto

Será dividido em duas etapas, sendo a primeira com um enfoque na pesquisa em 17 municípios do arquipélago do Marajó e a segunda voltada a implementação de políticas públicas no campo da saúde, educação e assistência social. Segundo Glaucia Baia, um dos membros da equipe gestora do PD-TEA, “na fase inicial estamos focados em mobilizar profissionais qualificados para condução de um levantamento inédito sobre a situação social, econômica e educacional sobre pessoas com TEA nessa região e no desenvolvimento de instrumentos técnicos para unificação das informações a serem coletadas considerando que inexistem orientações específicas sobre o tema em âmbito federal tanto nas áreas da saúde, quanto na educação.”, afirma.

Na segunda etapa, com base no levantamento prévio, está prevista a implementação de políticas públicas no campo da saúde, educação e assistência social, para gerar boas práticas que sejam modelo de tecnologia social em todos os 144 municípios do Estado. As informações geradas devem compor documentos impressos, digitais e uma série de produções científicas voltadas a publicização dos dados, que servirão de suporte para tomada de decisões no que se refere a elaboração e aplicação de políticas públicas referentes a garantia de direitos sociais mais eficazes para o público em questão. Além disso, como resultado de ação conjunta entre os pesquisadores, pretende-se gerar materiais orientadores, com abordagens qualitativas e quantitativas, para o melhor atendimento do público alvo desse trabalho, com propostas ensino, aprendizagem e avaliação Socioeducacional.