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Plantar crotalária não atrai Libélula e não combate o mosquito transmissor de Dengue, Chikungunya e Zika

Plantar crotalária não atrai Libélula e não combate o mosquito transmissor de Dengue, Chikungunya e Zika

Um desses métodos é o incentivo do plantio da crotalária, para atrair Libélula que é um potencial predador do mosquito. Porém, não existe comprovação via pesquisa científica que confirme isso.

Data: 08/04/2020

Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti aumentam por causa das chuvas no verão e consequentemente aumentam o risco de contaminação em massa nas cidades brasileiras. Muitas vezes no desespero, mesmo agindo com a melhor das intenções, algumas medidas são tomadas de forma precipitada, sem saber se é eficaz ou não. Um desses métodos é o incentivo do plantio da crotalária, para atrair Libélula que é um potencial predador do mosquito. Porém, não existe comprovação via pesquisa científica que confirme isso. As libélulas são espécies predadoras que na fase adulta podem se alimentar de pequenos insetos e seu habitat está localizado próximo a corpos de água, porque utilizam esses locais para depositar seus ovos. Elas utilizam algumas estruturas de plantas como poleiro, sem preferência de espécie, cor de flor ou cheiro, ou seja, ela pode parar em qualquer planta e não precisa ser necessariamente a crotalária. Muitos podem pensar “se não tem comprovação, não faz mal nenhum eu plantar crotalária, vai que atrai?” o maior problema dessa atitude é que a crotalária é uma planta invasora no Brasil, e sua disseminação pode causar sérios problemas ambientais, ela pode excluir espécies nativas e com isso afetar todo um ecossistema (quem sentirá isso será a geração futura). Portanto, a melhor forma de prevenção continua sendo não deixar água parada para eliminar os possíveis criadouros do mosquito, que é o método mais eficaz e comprovado contra a dengue. Não comprem semente de crotalária e não distribua para amigos e vizinhos. Ajude na divulgação para que essa informação alcance prefeituras, igrejas, associações, etc que gentilmente lutam tanto no combate dessas doenças, mas infelizmente não terão o efeito esperado, estarão gastando dinheiro em vão e prejudicando o meio ambiente.

A informação divulgada acima foi baseada nesse trabalho científico disponível no link https://doi.org/10.1590/1676-0611-bn-2019-0907  

Escrevemos esse trabalho com base em todas as informações que existem sobre o assunto para ajudar a comunidade.

 

 

 

Professor Leandro Juen e Professora Thaísa Michelan - UFPA

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