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Fapespa, em parceria com o IBGE, divulgam o Produto Interno Bruto (PIB) dos estados do ano de 2017

Fapespa, em parceria com o IBGE, divulgam o Produto Interno Bruto (PIB) dos estados do ano de 2017

Data: 14/11/2019

Projeto Contas Regionais do Brasil:

A Fundação Amazônia de Amparo e Estudos e Pesquisas (Fapespa), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgam o Produto Interno Bruto (PIB) dos estados do ano de 2017 (com ano de referência em 2010), disponibilizado pela ótica da produção e pela ótica da renda.

 

PIB Regional - Estado do Pará 2017:

O PIB do estado do Pará chega a R$ 155,2 bilhões, o 11º maior do país e registra a variação em volume de 3,2%. o 9º melhor desempenho entre as UFs, em 2017.

PIB: R$ 155,20 bilhões. Destaque como a maior variação em valor entre as UFs em comparação ao ano anterior com PIB de R$ 138,1 bilhões.

Participação: 2,4% do PIB Nacional (R$ 6.583,32 bilhões) e 42,19% do PIB da Região Norte (R$ 367,86 bilhões). Avanço de 0,2 p.p. na participação na economia nacional em comparação a 2016 (2,2%)

Ranking em Valor: 11º, ganho de uma posição em relação a 2016, onde ultrapassa o estado do Ceará.

Crescimento Real: 3,2%, acima do crescimento Brasil (1,3%). Recuperação após as quedas de 2015 (-0,9%) e 2016 (-4,0%).

PIB Per capita: R$ 18.549, ganho de 5 posições no ranking em relação a 2016, onde ocupava a 22ª (R$ 16.090).

 

Setores e Atividades Econômicos:

A Agropecuária paraense cresceu 7,4% em termos de volume e representou 11,8% do valor adicionado em 2017; uma perda de 1,9 ponto percentual em relação a 2016. A Agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita, principal atividade da Agropecuária, apresentou crescimento em volume de 12,2%, muito em função do desempenho das atividades de cultivos de soja e de cereais, com destaque para o milho. Apesar da variação positiva em volume, a perda de participação da agropecuária ocorreu devido à redução de preços dos produtos agrícolas.

A Indústria participou em 30,9% do valor adicionado do estado, o que representou ganho de 5,7 pontos percentuais em relação em 2016. A variação em volume foi de 4,4%, influenciado pelo desempenho das atividades de Indústrias extrativas (12,9%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (18,5%). O desempenho dessas atividades em 2017 se deve, principalmente, ao aumento da produção de minério de ferro, decorrente do início da operação da nova mina de ferro S11D, e pelo aumento de geração de energia da hidrelétrica de Belo Monte, respectivamente. Indústrias extrativas, além do crescimento em volume, destacou-se no resultado da economia paraense em função da valorização de preços do minério de ferro, em comparação a 2016. Já a atividade da Construção registrou desempenho negativo, com redução em volume de 13,8%, em função da conclusão das obras de infraestrutura no estado, principalmente daquelas vinculadas à atividade de mineração. Indústrias de transformação, com queda de 2,4%, foi influenciada pelas atividades de metalurgia e da indústria de alimentos.

Já os Serviços, com variação em volume de 1,8%, representaram 57,3% da economia paraense em 2017; uma perda de 3,7 pontos percentuais em relação a 2016. Todas as atividades de serviços apresentaram crescimento em volume, mas se destacaram: Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (3,0%); Transporte, Armazenagem e Correio (5,3%) e Atividades Imobiliárias (2,5%). Com 38,2% de todos os Serviços do estado, Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, apresentou crescimento em volume de 0,4% em 2017.

 

PIB pela Ótica da Renda:

Em 2017, as componentes do PIB pela Ótica da Renda do estado Pará (R$ 155,2 bilhões) obtiveram as seguintes contribuições: a remuneração do trabalho com 38,7%  (R$ 60,0 bilhões), que apresentou redução na participação do PIB em relação a 2016 (41,7%), o Excedente Operacional Bruto (EOB) mais Rendimento Misto (RM) com contribuição de 51,9% (R$ 80,5 bilhões) e com 9,4% (R$ 14,6 bilhões) os Impostos sobre a produção.

Isso significa que, para cada real gerado pelas atividades produtivas paraenses, 9 centavos foram absorvidos pelo setor público por conta dos impostos, 52 centavos foram apropriados pelos empresários e 39 centavos foram distribuídos aos trabalhadores, aproximadamente, em 2017.

Ao comparar as componentes do PIB entre Pará e Brasil, observa-se a diferença estrutural das economias nacional e paraense. Em percentual, o PIB paraense registrou participações dos impostos (9,4%) e da remuneração (38,7%) inferiores à média nacional (14,9% e 44,7%, respectivamente).

A parcela do valor adicionado absorvida pelos empresários como remuneração ao capital investido na atividade produtiva é expressiva na economia paraense, aproximadamente 52%, enquanto no Brasil essa fração fica na média de 41%, mantendo a diferença de 11 pontos percentuais do Pará em relação ao Brasil.

 

Apresentação dos resultados do PIB do Pará 2017 na Fapespa:
O evento aconteceu no auditório da Fapespa, foi apresentado pelo diretor científico, Juarez Quaresma e a coordenadora de estatística econômicas e contas regionais, Glaucia Moreira. A divulgação contou com a presença de servidores, coordenadores, diretores, imprensa e o analista socioeconômico do IBGE, Luiz Claudio Martins.

 

Acesse o Relatório PIB do Pará 2017: http://www.fapespa.pa.gov.br/produto/contasregionais/230

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