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FAPESPA APRESENTA MAPA DE EXCLUSÃO SOCIAL DO PARÁ 2017

FAPESPA APRESENTA MAPA DE EXCLUSÃO SOCIAL DO PARÁ 2017

Data: 30/11/2017

 
Em 2016, o rendimento médio real de todos os trabalhadores paraenses registrou incremento de 0,7% na comparação com 2015, totalizando R$ 1.383. Esse leve crescimento deve-se a uma combinação entre o baixo nível de consumo (-13,1% e -5,2%) e de uma alta na atividade industrial (9,5%) verificados na economia paraense em 2016. Os números estão sistematizados no Mapa de Exclusão Social do Pará 2017, lançado dia 29 de novembro, no auditório do Palácio dos Despachos, na 20ª reunião do Grupo Interinstitucional de Estudos e Análise Conjuntural (Geac).
 
Segundo o mapa, em um cenário de retração no consumo, espera-se a ocorrência de desdobramentos negativos no mercado de trabalho e, por consequência, queda dos rendimentos gerados nos setores de comércio e serviços, que encerraram o ano com perda total de mais de 12 mil postos de trabalho formal. Esses componentes, associados à tendência de queda da taxa básica de juros no último trimestre de 2016, que se converteu em estímulo direto para ampliação na produção física das indústrias, possibilitou margem para ganhos reais ao longo do ano no rendimento médio real dos trabalhadores na economia paraense, em que pese o quadro recessivo verificado no âmbito nacional.
 
 
No cenário regionalizado, quando comparadas as informações entre 2015 e 2016, verifica-se também crescimento de 4,3% na renda média dos trabalhadores da Região Metropolitana de Belém (RMB). Por outro lado, percebeu-se retração de 6,6% nos salários dos trabalhadores que situam-se fora da RMB. A definição de população abaixo da linha de pobreza utilizada neste diagnóstico refere-se às pessoas que vivem em domicílios cuja renda domiciliar per capita é inferior a 1/2 salário mínimo (equivalente a R$ 241,02). 
 
Determinado por lei, o mapa da exclusão social traz um balanço da situação de exclusão social no estado e é apresentado, anualmente ao Poder Legislativo junto ao projeto de lei orçamentária e acompanha a prestação de contas do governo do Pará ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).  O documento tem entre seus principais objetivos orientar a tomada de decisão dos gestores públicos, além de aprimorar as políticas públicas do Estado, e soma-se às ações do Governo para melhorar o nível dos indicadores sociais, contém diagnósticos regionalizados de diversas áreas, como as de saúde, educação e saneamento, além de abordar caracterização por sexo, faixa-etária, cor, classe de renda.
 
 
 
O presidente da Fapespa, Eduardo Costa, reforça que "o mapa é um diagnóstico da área social do estado do Pará fundamental para o controle social de politicas publicas, elaboração e planejamento das políticas públicas e replanejamento das ações de governo que vêm sendo implementadas. O amplo diagnóstico que ele apresenta inclui varias áreas por meio de indicadores que permitem, portanto, com clareza quais são nossas vulnerabilidades quais são nossos desafios, onde estamos indo bem. Portanto é entender que a superação de condição do subdesenvolvimento e periferia passa fundamentalmente por ações mais incisivas de políticas publicas das áreas sociais e o mapa da exclusão social instrumentaliza o governo e a sociedade para o alcance desse objetivo".
 
Ainda segundo o presidente da Fapespa, o mapa também aponta que o Pará é o Estado da Federação que apresenta o maior fluxo demográfico. “A logística dos grandes projetos, das grandes barragens, das indústrias extrativas minerais trazem consigo um fluxo migratório intenso. Dados do IBGE mostram que, nos últimos dois anos, 94 mil pessoas vieram para o Pará, em busca de novas oportunidades”, completou.
 
 
Além do Mapa, a reunião contou também com a apresentação do Relatório do emprego formal 2016-RAIS. Everson Costa, secretário adjunto da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), afirmou que o mercado de trabalho paraense vem de dois anos seguidos de retração que acompanha uma conjuntura nacional. "O mercado ainda se mantém aquecido, e é importante salientar que nos temos mais de um milhão de pessoas na formalidade, cobertas pelo serviço publico ou pela carteira de trabalho assinada. As expectativas para 2018 são para que o mercado trabalhe melhor, e a gente afirma isso à medida que a gente acompanha os próprios meses de 2017 que já apontaram o estado do Pará gerando novos postos de trabalho, sobretudo em setores que ate então não perderam muitos empregos".
 
Para ter acesso ao mapa, clique aqui:

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