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Fapespa apresenta dados do Boletim Agropecuário do Pará 2017

Fapespa apresenta dados do Boletim Agropecuário do Pará 2017

Data: 07/11/2017

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), lançou na manhã desta terça-feira, 07, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), o Boletim Agropecuário do Pará 2017. De acordo com o produto, a bovinocultura contribui para que o Pará detenha o principal rebanho do Norte do Brasil, tornando a pecuária paraense um segmento importante para a economia do estado, que conta também com a criação de aves, suínos, equinos, ovinos e caprinos. A relevância da pecuária na matriz econômica paraense está expressa na sua participação de 26% do PIB do setor primário. Entre os rebanhos paraenses, a bovinocultura destaca-se como o 5º maior efetivo do país, sendo superior a 20 milhões de cabeças. Esse posicionamento do rebanho bovino do Pará favorece o desenvolvimento dos segmentos alimentícios como o da carne e o do leite.

Para o presidente da Fapespa, Eduardo Costa, “o boletim é um instrumento fundamental para você pensar politicas públicas, para você exercer o controle social, e pelo que foi apresentado, não há duvida nenhuma que a agropecuária é uma aposta importante que precisa de mais atenção no estado do Pará. Hoje o Pará tem o 5° maior rebanho bovino, é o 2° maior estado pesqueiro do Brasil e tem uma expansão fantástica na produção de grãos acontecendo. O boletim apresenta esses dados, disseca essas informações, mostram quais são os municípios, quais são as regiões, e os setores que estão realmente apresentando um melhor desempenho no estado. É, portanto, uma radiografia extremamente completa que hoje nos entregamos pra sociedade paraense”, disse.

Sobre produção agrícola no estado, o Pará é detentor de uma área de 1,248 milhão de km², sendo que desse total, 0,26% corresponde às áreas destinadas ao cultivo agrícola. O território cultivável no estado encontra-se em um mosaico de uso e cobertura de terras, que compreende ainda: florestas, mineração, área urbana, pastos, rios etc.

De acordo com o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Afifal Jawabri, “precisamos avançar e rápido, principalmente na regularização dessas áreas produtivas. Independente das condições ecológicas, vai chegar um momento que vamos aumentar a produtividade e vamos pedir pra abrir mais áreas. Na questão econômica é importante a gente ter esse controle com condição de produção. Nós temos uma região que não precisamos sair fora pra ver mercado”, disse.

A dinâmica econômica do setor agropecuário tem seus resultados na criação de emprego e na geração de renda. Nesse sentido, em 2015 foram registrados no Pará 862.064 trabalhadores em ocupações ligadas ao setor Agropecuário, desempenhando atividades eminentemente primárias. O contingente de pessoas ocupadas correspondeu a 24% do total de trabalhadores do estado, e quando observado ao logo dos últimos dez anos o ano, nota-se que 2015 obteve o segundo maior quantitativo de trabalhadores, ao passo que 2008 apresentou o menor volume de ocupações

Para o delegado da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Andrei Castro, “nessa apresentação foram colocados muitos produtos que vem diretamente da agricultura familiar e nós estamos muito bem destacados aqui nesse boletim como no caso da mão de obra dos agricultores familiares”, afirmou.

Quem compartilha da mesma opinião é o gerente do Banco da Amazônia, Misael Moreno. “Antes era muito difícil obter informação e esse boletim é um meio para suprir essa necessidade da falta de informação. Um exemplo é um numero tão alto de pessoas endividadas com credito rural. Estou muito feliz em fazer parte desse evento representando o banco da Amazônia que atualmente 70% do nosso investimento é para o agronegócio e o que me deixa entusiasmado é a aderência dos números para a demanda interna nossa”, declarou.

A economia brasileira registrou, em 2016, uma carteira de crédito rural de R$ 157,280 bilhões, valor 4,8% menor que o registrado em 2015. Na região Norte, verificou-se que o montante disponível foi de R$ 6,495 bilhões, que correspondeu a 4,10% do valor total disponível no País. Nesse contexto o estado do Pará registrou valor de R$ 1,365 bilhão de crédito rural, representando 21% do total da carteira de crédito rural da região Norte, e 0,9% de todo o volume de recursos de crédito rural disponível no país. Na comparação com as cifras de 2015, observou-se retração de 21,8% (Gráfico 20).

Os municípios paraenses que mais se destacaram na captação desses recursos em 2016 foram: Paragominas com R$ 122,014 milhões; São Félix do Xingu com R$ 66,414 milhões e Santana do Araguaia que apresentou R$ 58,660 milhões, sendo que esses dois últimos foram impulsionados, em maior medida, pela atividade pecuária, enquanto Paragominas, pela atividade agrícola.

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